quarta-feira, 24 de junho de 2009

Alan Jones, surfista de Baía Formosa, vence em casa a quinta etapa do circuito nordestino

Alan Jones, em foto de Rodrigo Mesquita (http://www.cearasurf.com.br/), come granola Delícias Lilica, que eu produzo. Sua mãe, Cida, sempre coloca o cereal na vitamina do atleta.
Faz efeito, hein, olha a saúde do garotão!


Faz uns oito anos que eu conheço Baía Formosa-RN. Fui a primeira vez por acaso e não escapei mais daquela brisa suave que nos faz esquecer o quanto a vida é dura fora dos limites do mar e da mata atlântica. Todo esse tempo, eu fui e voltei, e voltarei sempre que for necessário. Aliás, para quem pretende me encontrar no pico, estarei lá sexta-feira.
Ontem, tive o privilégio de amanhecer o dia no Pontal, em pleno campeonato de surf. Acabou hoje o Greenish Pro 2009, que vale pontos para o circuito nordestino profissional. Quando ouvi o locutor anunciando José Júnior, Chupetinha, para a primeira bateria do dia, fui correndo assistir ao espetáculo. E não deu outra, ele fez a melhor pontuação.
Durante todo o campeonato, diversos rapazes da cidade entraram no mar e mostraram que conhecem bem o Pontal, a praia mais bonita de todo o litoral potiguar, ou, a mais enigmática, com todas as suas pedras e seus mistérios. De todas as baterias que tive a oportunidade de assistir, desde a primeira, disputada no domingo, em que Alan Jones foi o líder, senti uma emoção diferente, por ver os surfistas de BF se destacando em meio a todos aqueles nomes que a gente vê nas revistas (quem acompanha o noticiário de surf, naturalmente).
Mas eu tive que recuar, voltei para Natal e perdi a grande festa. Hoje à tarde, um dos surfistas mais queridos de toda Baía Formosa, filho de um casal massa, Cocota e Cida, confirmou o favoritismo para a etapa e faturou o primeiríssimo lugar, além de ter garantido outras premiações pelo fato de ter conquistado a melhor pontuação (somatório), expression session e melhores ondas (confirmem tudo isso no www.cearasurf.com.br, porque eu não entendo muito de “surfês”).
ALAN JONES é um cara tímido, creio que saiu ao pai. A mãe, Cida, é mais expansiva. Nas ondas, o menino cresce e aparece. Na cidade, rolou a maior carreata, exatamente porque ele é amado e idolatrado por todos os outros surfistas da região. O locutor do campeonato falava que parecia gol do Brasil quando ele estava no mar. E parecia mesmo, porque na cabeça de toda a torcida, era cada um deles que estava dropando no mar do Pontal.
Nesse tempo em que freqüento a cidade, os nomes se repetem, confirmando que muita gente tem talento naquela praia linda. Chupetinha, campeão nordestino uns anos atrás, continua na luta, sempre viajando a trabalho. Esdras Cavalcante e seu primo Júlio Cavalcante (Nego), no ano passado, faturaram o Pena Amador, entre outras conquistas campeonatos afora. Alan Jones ultimamente tem se destacado bastante e seu nome está no auge, como um dos primeiros do ranking. E Ítalo Ferreira, um menino talentosíssimo que virou até estrela de cinema (Surf Adventure 2).
No dia a dia, outros meninos e meninas entram no mar de BF, seja no picão (praia do porto), no Pontal, no mar aberto ou no Point Secret. Costumo dizer que filho de pescador em Baía Formosa é o próprio peixe, porque a maioria do pessoal tem talento para o surf.
E a mim, sobra apenas a vontade de sentir aquela liberdade que essa turma emana quando está no mar. Eu fico com meu banho de mar no Pontal, mesmo em cima das pedras, ou em frente à cacimba de dona Raimunda, o local onde eu me apaixonei definitivamente por Baía Formosa. Ai como eu amo essa cidade, seus habitantes, seu modo de vida e suas belezas naturais.
Valeu Greenish por proporcionar mais uma importante etapa do circuito, valeu Ceará Surf, que realizou cobertura ao vivo, e valeu a todos que estavam trabalhando em prol desse campeonato.
Aos surfistas de Baía Formosa, um recado: cuidem do seu quintal, ajudem a preservar o Pontal.

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