Pastinha esquisita para uns e indispensável para outros. Aprendi a usar missô com uma amiga das antigas, jornalista das boas, Elis Galvão (vide nos links). Conhecemo-nos desde a época do colegial... Ela morava em Natal com uma tia e toda tarde fazia uma sopa de legumes para a vó. Cortava tudo, colocava numa panela fervente, nunca esquecendo o jerimum (abóbora), com casca, que dava o sabor característico daquela sopa mágica. Quando eu quero reviver coisas boas, faço para mim e para minha filha, Alice, que tem quatro anos e ama sopinhas, além de outras coisas saudáveis.
Nunca mais eu havia comprado o temperinho japonês, não encontrava ao estilo da casa de Elis, bem pretinho. Em São Paulo, procurei na Liberdade, mas encontrava um de coloração parda, não quis arriscar. Pensei que não valia à pena andar com aquele quilão de pasta fermentada pelas andanças que eu ainda iria fazer Sudeste acima rumo ao Nordeste.
Quando cheguei em Natal, fui visitar um amigo. Nem acreditei quando, já na saída, ele lembrou de me oferecer um negócio que estava na geladeira e era a minha cara, segundo ele. Meio quilo de missô, bem pretinho, ótimo. Além das sopas de legumes, uso para temperar pratos à base de peixe (tenho o prazer de morar na praia). Ofereci um pouquinho para o meu irmão experimentar e todos na casa dele adoraram.
O segredo é usar o missô ao final das preparações, para o produto não perder as propriedades originais. A sopa mágica da Elis não tem mistério. Legumes vão praticamente integrais, bem lavados e de preferência com casca. Depois de cozidos, é só liquidificar e colocar uma colherinha de missô em casa prato. Bem fundo, para nós ficarmos fortes e saudáveis, com a pele e os cabelos lindos (assim eu digo para Alice e ela entende).
Um beijo rico em betacaroteno. Lili.
Um comentário:
querida, q post lindo. lembranças lindas dos preparos das sopas em candelária.
delícia.
:D
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