
Eu que não me atenho ao efeito das frases feitas, surpreendo-me cantando Raul Seixas em um dos seus hinos. Refiro-me a "eu prefiro ser essa metamorfose ambulante...". Mas isso não tem nada a ver com o que me veio a mente para escrever.O assunto do amor de verão me fez lembrar dos amores passageiros e muitas vezes marcantes que me assolaram ao longo de minha existência.
No meu rol, uma surpresa, a lembrança dos amores não-
c0ncretizados... tenho por hábito me dedicar a alguns amores
platônicos. A maioria, penso, sequer desconfiou um dia de minha dedicação, dos meus suspiros, de meus desejos e necessidades-vontade.
O amor que está mais presente em minha memória até hoje é o que me ensinou, aos 18 anos, a voar com as "Asas do Desejo". Com vestido longo, óculos de metal, cabelo loiro escorrido, eu parecia a imagem da Janis para o meu super-herói. Sim, mais tarde, ele era o Clark Kent e eu a Lois Lane, os nossos amigos começaram a brincar por causa de seus incendiários olhos verdes e de seu porte.
Sinto saudades de ser a janis ou a namorada do super-homem. Tenho vontade de reler as cartas que recebia naquele tempo, de ler todos os livros indicados e assistir aos filmes listados por ele. Tenho saudades até do carteiro que me trazia as lembranças de um amor doce e alegre como as acácias que colorem as ruas de sua cidade.
2 comentários:
Eliade, parabéns pelo blog. Vou visitá-lo com frequência para conferir as novidades. Abraço!
Que saudade senti dos meus amores marcantes. Esse texto precisa de continuação, quem sabe mais detalhes de antigamente (rs).Beijos!
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